eventos e notícias

Aluno do Colégio Castelo apresenta Projeto de Óculos Sonar para cegos Em destaque
Flávio Pires Viana, estudante do curso de Mecatrônica da Educação Técnica do INSG/Castelo

Um par de óculos com sensor ultrassônico capaz de detectar obstáculos à frente de indivíduos com deficiência visual, emitindo sinal por um vibracall e um buzzer (apito) fixados à armação dos óculos, indicando a existência e a direção do obstáculo. Assim funciona o Projeto “Óculos sonar: tecnologia destinada à deficientes visuais”, do estudante Flávio Pires Viana, do Curso de Mecatrônica da Educação Técnica do Instituto Nossa Senhora da Glória – INSG/Castelo.

 

“Os óculos foram desenvolvidos como trabalho de conclusão de curso quando houve a possibilidade de unir duas áreas que gosto muito: a biologia e a mecatrônica. A partir daí, pensei em fazer um protótipo destinado aos deficientes visuais e então veio a necessidade de pesquisar quais eram as reais necessidades dessas pessoas. Foi quando descobri que um dos maiores problemas era andar com autonomia com algo além da guia”, explica Flávio Viana.

 

Na última semana, o estudante fez uma visita à Associação Macaense de Cegos (AMAC) com o objetivo de testar o projeto e verificar, na prática, sua funcionalidade. “Foi muito bom esse contato com os deficientes visuais da AMAC, e um deles chegou até a dizer que se sentiu mais independente usando o protótipo”, disse o aluno, informando ainda que, apesar de não ter sido detectado nenhum tipo e ajuste necessário, para o futuro, pretende melhorar os óculos de modo que fiquem mais confortáveis para os usuários.

 

Para a coordenadora pedagógica da Educação Técnica do INSG/Castelo, Fátima Neves, o desenvolvimento de projetos de pesquisa de sucesso com foco no bem-estar comum e em soluções sustentáveis, tendo o jovem salesiano como protagonista, é uma enorme felicidade para o Colégio e para os professores e pessoal do laboratório que muito se empenham, apoiando a execução das ideias desses meninos e meninas. “O que tem oportunizado que essa juventude produza conhecimento é a experiência do ‘saber fazer’, que o curso técnico possibilita. E isso vai além de um projeto de pesquisa, é um exemplo de cidadania”, finalizou.

 

Fonte: Comunicação e Marketing – INSG/Castelo, Foto: Moira Paula