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Projeto de pastoral leva alunos a "adotarem" instituições sociais Pastoral
Fonte: Bianca Piquet.

A 1ª série do ensino médio do Colégio Salesiano Santa Rosa de Niterói-RJ está protagonizando mais uma edição do projeto "Gentileza! Eu quero Gentileza", organizado pela equipe pedagógica de Ensino Religioso e Pastoral. A iniciativa engloba “adoção” e ação junto a instituições beneficentes como asilos e creches comunitárias. É a nossa Geração Salesiana demostrando como ser um bom cristão e honesto cidadão.

 

O projeto é desenvolvido ao longo de todo o ano letivo e incentiva os educandos a reconhecerem os valores que permeiam a nossa sociedade - cortesia, colaboração, solidariedade, compreensão e valorização de regras do convívio social.

 

Marcelo Musulão, professor salesiano de Ensino Religioso, idealizador e promotor do projeto, resumiu a metodologia e a intenção pedagógica e pastoral da ação: “Cada grupo escolheu uma instituição (Projeto Social), na qual realizou visitas regulares a partir da segunda etapa do ano letivo. A cada visita, os alunos produziam um relatório no qual acrescentaram fotografias, comentários e percepções das pessoas envolvidas no projeto. Além de favorecer o desenvolvimento do protagonismo juvenil, seguindo a filosofia de Dom Bosco, o projeto 'Gentileza! Eu quero Gentileza' auxilia o educando a refletir sobre as distintas realidades do mundo em que vive, identificar oportunidades de mudança e assim construir sua autonomia e exercer sua cidadania – o que é essencial para a vida”, explicou o educador.

 

Os alunos salesianos envolvidos no projeto fizeram um diário de bordo, contando sobre essa vivência. Os depoimentos foram emocionantes. 

 

A palavra dos alunos

 

“O projeto tem uma proposta interessante que nos faz sair da nossa zona de conforto, de exercer os valores morais e de abrir nossos olhos, de formação pessoal. É um trabalho onde o objetivo é doar um pouco de si e que traz ótimas experiências que levamos para a vida. É capaz que recebamos mais por ajudar do que os que estão sendo ajudados”, disse a aluna Elena Mendes, em nome de sua equipe, que prestou apoio junto ao Tele Centro Helena Tibau.

 

As alunas Brenda Storch, Clara Pombo e Mariana Brandão estão entre os estudantes que adotaram o Centro Juvenil Oratório Mamãe Margarida, obra social salesiana de Niterói, que atende mais de 200 crianças e jovens carentes da cidade. Além de visitas ao local, as educandas culminaram o projeto com a ajuda na organização e participação na festa junina da obra. “Sinto-me bem quando eu participo de lá, me traz paz, ver cada sorriso de cada criança”, comentou Brenda. “Sinto que as experiências ficarão comigo para sempre”, declarou Clara.

 

 

“Após as visitas, valorizo mais minha família, amigos e minha educação dalesiana. O projeto foi feito para nos fazer crescer e amadurecer durante a nossa adolescência. Ir em lugares com a realidade diferente nos faz valorizar tudo o que a gente tem. Ver a felicidade de crianças e idosos com a nossa presença nos motiva a continuar sempre a fazer o bem. Eu vou continuar sempre a visitar instituições para crescer sempre! Eu amei participar do projeto!”, disse Carolina Lagoeiro Machado, que visitou a Casa das Irmãs Salesianas.

 

Felipe Veiga confessou que não estava motivado no início do projeto, mas que a medida em que foi sendo desenvolvido sua opinião mudou radicalmente: “Assim que eu comecei a interagir com as irmãs, na mesma hora mudei de ideia. Foi uma experiência maravilhosa, um projeto que me surpreendeu muito, onde interagi e conheci novas pessoas e estilos de vida, rotinas totalmente diferentes da minha”.

 

“Da Casa das Irmãs Salesianas tenho apenas boas lembranças e ótimos ensinamentos. O projeto é uma ótima forma de nos mostrar novos modos de sermos felizes e nos dá a oportunidade de viver momentos que ficarão marcados para toda a vida’’, comentou o aluno Arthur Lopes Bompet.

 

Amanda Barros e sua equipe adotaram a Unidade Municipal de educação (UMEI) Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes. Ela contou: “Deparei-me com uma diversidade psicológica e comportamental enorme entre as crianças, essa riqueza cultural no projeto me proporcionou uma vivência mais diversificada, vendo além da rotina habitual. É sempre bom ter novas experiências, conviver com crianças de condições mentais específicas abre os horizontes para uma nova reflexão. Essas crianças especiais me auxiliaram a compreender e saber como lidar com cada uma delas, pois o autismo se manifesta em diferentes graus e cada ser é único. Sem esse projeto eu não teria uma maior experiência para lidar com mais cuidado, amor, paciência e carinho com esses pequeninos tão importantes. Só tenho a agradecer”.

 

Confira mais depoimentos dos estudantes no site da escola.